18/07/2011


Escrito por ebenézer às 10h17
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O oitavo e último degrau: O AMOR

O oitavo e último degrau: O AMOR

“Eu lhes dou novo mandamento: amem uns aos outros.

Assim como eu vos amei, amem também uns aos outros.

Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos”

(Jo 13.34-35 NTLH)

Eu costumo dizer que, se Jesus tivesse que resumir sua mensagem em apenas uma frase, seria: “amem uns aos outros”. É exatamente aqui neste ponto que o Senhor Jesus está nos esperando! cada um de nós! Não há quem esteja excluído de chegar aqui neste lugar chamado amor. Mas que amor é esse? Vamos aproveitar essa oportunidade para refinar o nosso entendimento sobre o amor o qual o Senhor está falando.

Se nós tivéssemos que definir Deus em uma só palavra, qual seria? Deus é... amor! (“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” - 1Jo 4.8). A razão central de toda a criação e de todo o plano eterno de Deus está firmada nesta maravilhosa palavra: amor. Se Deus criou o universo por um motivo, esse motivo foi o amor... Se Deus enviou Seu Filho ao mundo para salvar os pecadores (toda a humanidade!), o motivo disso foi o amor... Deus é amor, e isso não muda!

Que amor é esse?

Antes de continuarmos falando do amor, precisamos separar as diversas definições para a palavra:

- Amor como impulso por fazer coisas que nos agradam (gr. “thelo”):

Nesta definição de amor se enquadra o amor por coisas (roupas, sapatos, livros, etc), também o amor ao dinheiro e o impulso para comprar sem necessidade (avareza, luxúria). O sentimento de satisfação está intrínseco em seu significado.

- Amor como atração física entre homem e mulher (gr. “‛âgab”):

Aqui se enquadra a sensualidade na relação entre homem e mulher. Também se enquadra a afeição pela beleza, simpatia ou intelectualidade de alguém do sexo oposto. É amor entre os sexos. O sentimento de companhia está intrínseco nessa forma de amor.

- Amor como a amizade entre amigos e parentes (gr. “phileō”):

Aqui se enquadra o desejo de fazer bem a quem nos agrada. Também se enquadra o sentimento de afeição pessoal – amizade. É o amor que é expresso na forma de abraços, beijos e presentes. O sentimento de carinho está intrínseco nesta forma de amor.

- Amor incondicional (gr. “agapē”):

Aqui encontramos o amor de Deus. Este é o amor que só Deus possui em si mesmo. É o amor gratuito, voluntário, incondicional e imerecido, que ama sem esperar nenhum retorno. Essa forma de amor não é encontrada em nós, a não ser que Deus nos dê esse amor na forma de dom (virtude). O sentimento de graça está intrínseco no amor de Deus.

Pedro, tu me amas?

Na ocasião em que o Senhor pergunta a Pedro se este o amava (Jo 21.15-17), o verbo que Jesus utilizou para amar é o “agapē”, que é o amor gratuito, incondicional e imerecido que Deus tem por nós. Ágape é o amor que se sobrepõe a tudo, é o amor que está acima de todas as coisas. É o amor com o qual Deus deseja que amemos. Mas não foi nessa forma de amor que Pedro respondeu: “Sim Senhor, tu sabes que te amo”. A forma de amor utilizada por Pedro foi o “phileō”. Todas as formas de amor, com exceção do ágape, requerem algo em troca, requerem uma recompensa por amar. Fileo não é um amor gratuito. Isso mostra que Pedro até este ponto ainda não havia compreendido o amor de Cristo por ele. Pedro pensava que o amor de Cristo por ele era Fileo, e precisava ser recompensado por Pedro naquela resposta. Da mesma forma o amor fileo expressado por Pedro exigia uma contrapartida da parte do Senhor. Por esse equívoco que Pedro cometeu é que o Senhor perguntou três vezes a ele se amava o Senhor. Mas o amor de Cristo sempre foi incondicional, não dependia da contrapartida de Pedro. Jesus nos ama acima de tudo, e apesar de tudo! Mesmo não sendo merecedores do amor Dele, Ele nos ama. Esse é o ágape, o amor que Deus deseja encontrar em nós.

“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.

Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;

para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?

E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?

Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial”

(Mt 5.43-48)

Aqui o Senhor Jesus descreve a nítida diferença que há entre o amor filo e o amor ágape. O filo é o amor que ama a quem se agrada. É o amor que exige recompensa, assim: “Se você me amar, eu te amo; se você me odiar, eu te odeio!”. Seria essa a forma de amor coerente para com Deus? Para sermos perfeitos como Ele nos mandou que sejamos, o amor que deve ser encontrado em nós é o ágape: amor que que ama os inimigos, que ora pelos perseguidores, que faz o bem aos que odeiam (Lc 6.27), que empresta para quem não tem como restituir (Lc 6.35). Essa é a essência do amor ágape. Numa certa ocasião uma irmã deu a melhor definição para amor ágape: “Amor é dar o que mais amamos para quem não merece”.

“O amor seja sem hipocrisia” (Rm 12.9)

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”

(1Co 13.1-3)

“Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem edificação para a igreja” (1Co 14.12 NVI). É verdade que todos desejamos dons espirituais para exercermos na igreja, para abençoarmos os irmãos, etc... Isso é legítimo, não há mal nisso. Mas quando Paulo escreveu os versos de 1 Coríntios 13, que ele tinha em mente era ensinar-nos sobre a motivação correta para exercermos os dons espirituais. Paulo comparou o amor ágape aos seguintes dons:

- dom de línguas estranhas;

- dom de profecia e revelação;

- dom de conhecimento e sabedoria;

- fé que faz coisas impossíveis;

- compaixão com o próximo;

- renúncia da própria vida.

Paulo não quis menosprezar esses dons, claro que são valiosos! Porém o apóstolo colocou o amor ágape acima de todos eles, de modo que se ele mesmo tivesse todos esses dons mas não tivesse o amor, para nada esses dons seriam aproveitados, para nada serviriam! Não temos dúvida que todos esses dons são importantes, desejáveis e úteis para a igreja, porém exercê-los sem ter o amor ágape é inútil. Paulo recomenda que procuremos com zelo os dons espirituais, mas acima de tudo, que sigamos o amor, o dom maior de todos. Além disso, Paulo caracterizou esse amor com as seguintes qualidades: O amor...

- é paciente;

- é benigno;

- não arde em ciúmes;

- não se vangloria;

- não se ensoberbece;

- não se porta inconvenientemente;

- não busca os seus próprios interesses;

- não se irrita;

- não suspeita mal;

- não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade;

- tudo sofre;

- tudo crê;

- tudo espera;

- tudo suporta.

Ah! que padrão alto de amor, não é mesmo? Ah se fôssemos passar nossas motivações por uma peneira... Ai ai! Muito pouco, quase nada passaria! Paulo afirma que tudo o que não é perfeito será aniquilado, permanecendo apenas o que é perfeito, o amor:

“O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”

(1Co 13.8)

Certa vez Jesus afirmou que do amor ágape dependem toda a lei e os profetas (Mt 22.36-40). O amor de Deus (agape) é a mais elevada expressão de Deus em seu relacionamento com a criação; e também a mais elevada expressão do homem com o seu Criador e com o seu próximo.

O alvo do nosso amor

Deus deve ser o primeiro e supremo alvo do nosso amor. Ele deve ser amado de todo coração, mente e alma (“Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” - Mt 22.36-37). Assim como Deus é o único Senhor (“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças” - Dt 6.4-5), Criador único e de natureza indivisível, da mesma forma o nosso amor por Ele não pode ser dividido – nosso amor deve ser inteiro Dele. Esse amor não se refere apenas a termos afeição ou sentimento (fileo), mas principalmente em obedecer à vontade de Deus, cuidar e proteger que a vontade de Deus seja cumprida em nós, não permitindo que nada nos impeça de continuar amando Ele, e buscando conhecer mais e mais da vontade de Deus de modo que expressar o amor por Deus através de nossa obediência.

“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno para o teu bem?”

(Dt 10.12-13)

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

Se alguém me amar, guardará a minha palavra”

(Jo 14.21,23a)

Aquele que verdadeiramente ama a Deus não permite que entre em seu coração o amor pelo dinheiro ou riquezas (“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” - Mt 6.24), também não se deixa seduzir pelo amor ao mundo (“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” - 1Jo 2.15; “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” - Tg 4.4). O amor por Deus deve ser zelado, guardado e protegido como um tesouro, semelhantemente à parábola do tesouro escondido:

“O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo”

(Mt 13.44)

Sendo Deus o alvo supremo do nosso amor, da mesma forma o Senhor Jesus – sendo Deus e Filho de Deus – também é igualmente o alvo supremo do nosso amor. E da mesma forma devemos amar de modo supremo o Espírito Santo – sendo também Deus e enviado da parte de Deus para nós. O Deus único – trino – que consiste nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, esse deve ser o alvo supremo do nosso amor.

“Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”

(Mt 22.36-39)

Se amamos a Deus acima de todas as coisas, amamos também a obra-prima da criação de Deus, feita à imagem e semelhança de Deus... O amor ágape, que ama a Deus de modo tão dedicado, inevitavelmente também amará ao seu próximo como a si mesmo, assim como ama a Deus. E como é manifestado o amor de Deus em nós, se não através de compaixão pelo nosso próximo?

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.

Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?

Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade”

(1Jo 3.16-18)

Não tem jeito! Se eu digo que “amo a Deus” e não me compadeço do meu próximo, então o amor de Deus (agape) não está em mim. O amor de Deus não se alegra com a injustiça... Certa vez o Senhor advertiu seus discípulos que, se a justiça deles não excedesse em muito à dos escribas e fariseus (os religiosos daquela época, que o Senhor os chamava de hipócritas) jamais entrariam no reino dos céus! (Mt 5.20). É por isso que o sétimo degrau – fraternidade, e o oitavo degrau – amor, estão ligados entre si. A fraternidade, a compaixão e o amor ágape estão unidos – são inseparáveis – e sem isso jamais alcançaremos maturidade espiritual. Como o Ap. Paulo disse certa vez: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino...” Isso mostra que enquanto Paulo não alcançou esse amor, tudo o que ele falava, fazia e pensava não tinha os sinais da maturidade, não era perfeito em seus caminhos... “...quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino”. Só depois que Paulo alcançou no amor ágape a motivação correta para amar e servir a Deus de todo coração é que ele considerou que finalmente havia alcançado a maturidade espiritual. Essa é a nossa vocação. Para isso fomos chamados.

 

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”

(Rm 8.28-29)

“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença somente, porém muito mais agora na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida; para que no dia de Cristo eu me glorie-me de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente”

(Fp 2.12-16)

Escrito por ebenézer às 08h45
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O sétimo degrau: FRATERNIDADE

O sétimo degrau: FRATERNIDADE

“Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros”
(1Pe 1.22)

Qual é o zelo que você tem pelo seu semelhante? Quando você vê algum ser humano como você, mas em condição miserável, revolvendo o lixo para ver se encontra ali algo para comer... qual o sentimento que surge em seu coração? Você consegue seguir seu caminho tranquilamente, como se aquela situação não fosse contigo? De alguma forma você se sente impelido de fazer algo, mas não consegue? Tem medo de ficar perto daquele mendigo? Não quer sentir o cheio desagradável que o envolve? Este cenário deixou você desconfortável? Seja sincero... se sim, é porque você perdeu a afeição por um semelhante seu, mas carente de recursos. A raça humana é a única que não se sensibiliza com o sofrimento do seu próximo... todos os outros mamíferos são fraternos entre si, ajudam uns aos outros com aquilo que têm em comum. O ser humano é muito mais comovido pelo sofrimento de um animal do que por um humano semelhante a ele. Por quê? Por causa do pecado que entrou em nós.

O maior prazer do diabo é sujeitar a obra-prima de Deus à condição de sofrimento e miséria. Nada deixa o diabo mais feliz do que ver um homem mendigando, comendo lixo, dormindo em calçadas ou banco de praças, e parece que nós não estamos nos importando muito com essa terrível realidade.

Fraternidade é a disposição em contribuir para a satisfação das necessidades do meu semelhante, aliviando-lhe o sofrimento e trazendo-lhe alívio. Fraternidade é promover a alegria e a felicidade do meu próximo, exercendo caridade, bondade, hospitalidade, atenção para com ele, e tudo isso demanda ação – atitude – dedicação. Fraternidade é realizar o bem necessário na vida do meu próximo.

Estamos vivendo em um mundo cada vez mais capitalista e consumista. A ordem mundial é que você satisfaça a sua vontade. Porém isso impõe a cada um de nós uma dedicação às riquezas e aos prazeres cada vez maior, gerando dentro de nós um muro de separação entre os humanos, até mesmo cristãos. Hoje o maior muro de segregação humana que existe não são as diferenças entre raças, mas a diferença social e financeira entre as pessoas. Estamos sendo conduzidos a nos relacionar apenas com aqueles que são “realmente” semelhantes a nós: que dirigem os mesmos carros, que frequentam os mesmos clubes, que vestem as mesmas roupas... Enfim, que possuem a mesma condição social entre si. E os necessitados, são problema de quem? Se você leu esse estudo até aqui é porque certamente possui temor do Senhor em seu coração, e de alguma forma ama a Deus e quer conhecer a vontade Dele para você... Então saiba: os pobres carentes são problema seu também – seu e de toda a Igreja.

“Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
Porque, se entrar na vossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido, e entrar também algum pobre com traje sórdido.
e atentardes para o que vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés,
não fazeis, porventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos?
Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que são pobres quanto ao mundo para fazê-los ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?
Mas vós desonrastes o pobre...”

(Tg 2.1-6)

“Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo?
Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,
e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos; sem contudo lhes dar as coisas necessárias para o corpo, qual é proveito disso?
Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma”

(Tg 2.14-17)

Acepção entre rico e pobre é pecado. Cuidar de mim mesmo e descuidar do pobre carente também é pecado. Lembra do jovem rico? (Lc 18.18-23). Ele de alguma forma temia ao Senhor, e de alguma forma até amava a Deus, mas não o suficiente para abrir mão de sua riqueza em favor dos pobres, conforme o mandamento do Senhor Jesus (“Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue- me” - Mt 19.21). Quem o jovem rico amava mais? A Deus ou a si mesmo? Assim é o mundo em que vivemos, e assim também muitos cristãos têm agido, amando mais a si mesmos do que ao seu próximo. Somos muito mais motivados a cuidarmos bem de nós mesmos e esquecermos que há uma multidão de pessoas carentes que têm em nós a única esperança de compaixão... eles esperam que sejamos verdadeiramente humanos.

Alguém pode pensar que a fraternidade não faz parte do seu ministério... que talvez Jesus não tenha te chamado para isso... quem pensa assim está enganado!

“E eis que se levantou certo doutor da lei e, para o experimentar, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu?
Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?
Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Casualmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, pois, Jesus: Vai, e faze tu o mesmo”

(Lc 10.25-37)

Fraternidade é compaixão! Fraternidade é condição para você se tornar maduro espiritualmente, à semelhança do Filho de Deus, e isso não é opcional: é condicional para herdar a vida eterna! (vs. 25 e 37). Só frutifica para a vida eterna quem recebe e pratica a Palavra de bom coração. Não há quem seja excluído dessa verdade. Não há mesmo! E a fraternidade é apenas o início do maior e mais importante degrau para a nossa maturidade espiritual: o amor. Observe que cada degrau é uma preparação para o degrau que se seguirá, e assim acontece também entre a fraternidade e o amor. A fraternidade dá início ao ponto central da vida cristã, onde o Senhor Jesus centralizou toda a sua mensagem: Amar o próximo como a ti mesmo. Esse é o alvo da nossa jornada, a seguir...

Escrito por ebenézer às 08h43
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O sexto degrau: PIEDADE

O sexto degrau: PIEDADE

Imagino que você tenha em mente que ser piedoso é decidir viver de modo humilde, talvez como viveu Francisco de Assis, que abriu mão da riqueza para viver entre os pobres... Se você pensa que piedade é isso, você está enganado. O significado correto de piedade é “reverência e obediência irrestrita a uma ordem religiosa”. No contexto da fé cristã, piedade é crer em Deus e ser totalmente reverente à sua vontade e às suas leis, implicando em uma cuidadosa observância da sua Palavra, vivendo uma vida caracterizada com a identidade de Deus e à semelhança de Deus (Noah Webster's Dictionary of American English).

A piedade está caracterizada nas palavras de Jesus:

“Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”
(Jo 5.19)

“Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. ...As coisas, pois, que eu falo, como o Pai me tem dito, assim falo”
(Jo 12.49-50)

A piedade também está caracterizada na vida do Ap. Paulo:

“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!”
(1Co 9.16, compare com Mc 16.15)

“Vós bem sabeis como foi que me conduzi entre vós em todo tempo, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, servindo ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram; jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa, testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”
(At 20.18-21, compare com Mt 28.19-20 e At 2.37-41)

A piedade também foi encontrada no testemunho dos irmãos de Beréia:

“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram, de fato, assim”
(At 17.11, compare com Jo 5.39)

Porém a piedade não é apenas viver “nos passos” da Palavra de Deus. Os fariseus faziam isso e foram reprovados por Jesus (“se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” – Mt 5.17-20). Piedade é viver a Palavra de Deus, e também a justiça de Deus, e também ser imitador dos atributos de Deus de modo tal que nos pareçamos com Ele no seu caráter e relacionamento. Não que nos tornaremos perfeitos, ainda que Jesus nos ordenou que fôssemos (“sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” – Mt 5.44-48), mas a piedade aponta para a perfeição em nosso caráter e relacionamento com Deus, e consequentemente nosso relacionamento com nosso próximo.

"Ora, depois de lhes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?
Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou.
Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.
Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes”

(Jo 13.12-17)

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”
(Fp 2.5-8)

“Rogo-vos, portanto, que sejais meus imitadores”
(1Co 4.16)

“Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.
Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”

(1Co 10.33-11.1)

“Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”
(Fp 3.17)

“Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados;
e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”

(Ef 5.2)

Piedade é imitar a Deus. Assim como Cristo que, sendo Deus, humilhou-se ao lavar os pés dos discípulos (humanos pecadores – inferiores a Ele em natureza e condição), Ele nos deu o exemplo para que nós também façamos como Ele fez. Piedade é amar como Cristo amou, é se compadecer como Cristo também teve compaixão dos que sofrem... Piedade é imitar a Deus, é ser parecido com Ele de modo que não seja necessário falarmos que “somos de Deus”. Não deveria ser necessário anunciar que somos “cristãos”. As pessoas já deveriam saber só em conviver conosco.

 

MATURIDADE ESPIRITUAL

“Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro...
Mas seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”

(Ef 4.14-15)

Escrito por ebenézer às 08h43
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